
Hoje, depois de três meses, ainda sinto muito sua falta. Não sei onde está nesse momento, mas por tantas coisas boas e compreensíveis que fizeste neste mundo tenho a plena certeza de que está em um lugar tranquilo e com muito espaço para ti fazer seus enormes buracos na terra e enterrar seus ossos, brinquedos e tudo que via pela frente. Ou até mesmo tênis, roupas para arrastar por ai e dormir junto a ti.
Quando você chegou foi uma surpresa e uma alegria muito grande, pois havia recebido o presente mais esperado por anos de minha vida. Era vira lata, uma raça não definida, mas era minha. Somente minha e de mais ninguém!
Em sua primeira noite, lembro que chorou muito. Acho que estava cansada, pois durante o dia todo passou no meu colo, sendo amassada, acariciada. Naquela semana lembro que aconteceu a tragédia. Acho que por telepatia tu fez com que eu chamasse a mãe para me dar mama, e lá estava a lavanderia pegando fogo e tu entre um bujão de gás e uma máquina de lavar roupas, em chamas. Saíste ilesa de tudo aquilo e passou sua primeira noite inteira dormindo comigo.
Realmente acho que tu não me considerava tua mestre, brigava demais comigo. Mas quando eu mais precisava de alguém para me compreender, brincar ou até mesmo chorar, lá estava minha mais fiel companheira. Já me fez muitos roxos nessa vida, com os dentes mais afiados e grandes que já vi. Porém nunca tive a moral de nunca ti dar o perdão.
Para tomar banho era aquela batalha, meu Deus, tu odiava tomar banho. Tinha que correr muito atrás de ti para conseguir ti pegar e limpar aquela imundícia que tu ti tornava durante a semana. E mesmo depois de super limpinha, tu saia correndo e se esfregava na terra. Nossa, eu tinha vontade de ti estrangula.
Lembro como se fosse ontem, eu e tu sentadas na escada da porta de trás da casa. Eu falando e tu me ouvindo. Contávamos o tempo, para ver quanto ainda tínhamos para ficar uma do lado da outra. Nos nossos cálculos até os meus 18 anos. Mas não foi bem assim, no ano de 2009, em um domingo antes de ir embora para casa, lembro que olhei para ti e disse que tu ia melhora e que no próximo final de semana iríamos estar juntas ainda. Tu me olhou com aquela carinha, com os olhos cheio de água, deitada na grama de barriga pra cima. Só nós duas ali como sempre! Na segunda-feira, recebi a noticia de que minha melhor amiga eterna, havia morrido. Me senti culpada de por muitas vezes ter negado de ir brincar contigo. Mas como sempre, tu me perdoará algum dia se nos encontrar!
Quando você chegou foi uma surpresa e uma alegria muito grande, pois havia recebido o presente mais esperado por anos de minha vida. Era vira lata, uma raça não definida, mas era minha. Somente minha e de mais ninguém!
Em sua primeira noite, lembro que chorou muito. Acho que estava cansada, pois durante o dia todo passou no meu colo, sendo amassada, acariciada. Naquela semana lembro que aconteceu a tragédia. Acho que por telepatia tu fez com que eu chamasse a mãe para me dar mama, e lá estava a lavanderia pegando fogo e tu entre um bujão de gás e uma máquina de lavar roupas, em chamas. Saíste ilesa de tudo aquilo e passou sua primeira noite inteira dormindo comigo.
Realmente acho que tu não me considerava tua mestre, brigava demais comigo. Mas quando eu mais precisava de alguém para me compreender, brincar ou até mesmo chorar, lá estava minha mais fiel companheira. Já me fez muitos roxos nessa vida, com os dentes mais afiados e grandes que já vi. Porém nunca tive a moral de nunca ti dar o perdão.
Para tomar banho era aquela batalha, meu Deus, tu odiava tomar banho. Tinha que correr muito atrás de ti para conseguir ti pegar e limpar aquela imundícia que tu ti tornava durante a semana. E mesmo depois de super limpinha, tu saia correndo e se esfregava na terra. Nossa, eu tinha vontade de ti estrangula.
Lembro como se fosse ontem, eu e tu sentadas na escada da porta de trás da casa. Eu falando e tu me ouvindo. Contávamos o tempo, para ver quanto ainda tínhamos para ficar uma do lado da outra. Nos nossos cálculos até os meus 18 anos. Mas não foi bem assim, no ano de 2009, em um domingo antes de ir embora para casa, lembro que olhei para ti e disse que tu ia melhora e que no próximo final de semana iríamos estar juntas ainda. Tu me olhou com aquela carinha, com os olhos cheio de água, deitada na grama de barriga pra cima. Só nós duas ali como sempre! Na segunda-feira, recebi a noticia de que minha melhor amiga eterna, havia morrido. Me senti culpada de por muitas vezes ter negado de ir brincar contigo. Mas como sempre, tu me perdoará algum dia se nos encontrar!